MANGA

CULTIVAR - IAC 103 ESPADA VERMELHA

wpe1.jpg (9121 bytes)Em Mococa, a maturação e a colheita desse cultivar precoce ocorrem no final de novembro e início de dezembro. Frutos com coloração amarela ou amarelo-avermelhada, de bom aspecto, oblongos, pequenos, pesando, em média, 283g, com 12,2cm de comprimento, 6,7cm de largura e 5,9cm de espessura. Caroço pequeno pesando, em média, 35g, com 10,0cm de comprimento, 3,8cm de largura e 1,9cm de espessura. A polpa dos frutos é amarela, com pouca fibra e de bom sabor. Os frutos, embora lembrem os do cultivar Espada, o que justifica seu nome, deles diferem pelo pequeno grau de fibra na polpa e pelo tom avermelhado da casca.

E descendente da variedade Carabao, originária das Filipinas e mundialmente famosa. Por ter sido derivado de polinização aberta, o pai é variedade desconhecida; é provável, no entanto, que seja a Itamarati, com a qual tem semelhanças e estava plantada ao lado da árvore-mãe Carabao.

Sua seleção foi feita na Estação Experimental de Mococa. É poliembriônico e resistente aos dois isolados conhecidos de Ceratocystis fimbriata, fungo causador da seca-da-mangueira. Cultivar de dupla utilidade, podendo ser usado para a produção precoce de frutos e como porta-enxerto resistente à seca-da-mangueira.

É produtivo, moderadamente resistente à antracnose e ao oídio e, em virtude de sua precocidade, tem apresentado boa evasão hospedeira em relação à mosca-das-frutas, não sofrendo os danos causados por essa praga. Os frutos pendentes da copa ficam expostos ao sol e isso desfavorece a infestação da mosca-das-frutas, que prefere atacar aqueles que se encontram à sombra. wpe2.jpg (7767 bytes)

A inflorescência é cônica, longa, tortuosa, de coloração vermelha, apresentando, em média, 41 cm de comprimento e 20cm de largura na base.

Em função de sua precocidade, oferece perspectiva de utilização em regiões quentes como as do Noroeste do Estado de São Paulo, para produção antecipada das frutas.

Equipe técnica:
Paulo Boller Gallo
Carlos Jorge Rossetto
lvan José Antunes Ribeiro
Nilberto Bernardo Soares
Nelson Bortoletto
José Carlos Sabino
Antonio Lúcio Mello Martins
Luiz Henrique Carvalho
Luís Cláudio Paterno Silveira

SECA-DA-MANGUEIRA

IMPORTÂNCIA DO PORTA-ENXERTO RESISTENTE À SECA-DA-MANGUEIRA CAUSADA POR CERATOCYSTIS FIMBRIATA

A seca-da-mangueira, causada pelo fungo Ceratocystis fimbriata, vem-se agravando no Brasil. Se na década de 1940, restringia-se praticamente às cercanias de Recife, Pernambuco, onde era conhecida pelo nome de mal-de-recife, e a algumas regiões do Estado de São Paulo, como Campinas e Ribeirão Preto, atualmente, essa doença se encontra disseminada por muitas regiões brasileiras produtoras de manga, causando, em alguns, prejuízos expressivos.

A seca-da-mangueira é capaz de provocar a morte de plantas suscetíveis em qualquer estádio de desenvolvimento, desde plantas jovens até árvores centenárias.

A infecção pode iniciar-se pela copa da árvore, com auxílio de um besouro vetor, o Hypocryphalus mangiferae. Nesse caso, a doença caracteriza-se pelo secamento de galhos que progride até atingir toda a copa, ocasionando sua morte.

É possível, também, que a infecção se inicie pelo sistema radicular, como na foto ao lado. Em condições como essa, a doença pode estabelecer-se sem concurso de vetor, embora todo ferimento seja capaz de favorecê-la.

Quando incide na parte aérea da planta, a seca-da--mangueira admite um controle curativo pelo corte e queima dos galhos infectados. O corte deve ser feito bem abaixo da região atacada pelo fungo. Ao retirar a casca da árvore com um facão, vê-se que a área infectada caracteriza-se pela cor marrom de seus tecidos contrastando com o amarelo dos tecidos sadios. Deve-se cortar os galhos de forma a eliminar toda a parte marrom, pois se restar algum tecido infectado, a doença continuará a progredir até a morte da árvore.

Caso a infecção incida nas raízes, torna-se mais difícil detectá-la de imediato, por isso progride até provocar a morte de toda a planta. Isso ocorre de forma aparentemente rápida aos olhos do mangicultor Nessa situação, a única forma de controle conhecida e recomendada é o uso de porta-enxerto resistente.

Identificaram-se dois isolados do fungo com patogenicidade distinta, são eles: o IAC FITO 334-1, não patogênico a Jasmin' e 'Kent' e o IAC FITO 4905, patogêníco a esses dois cultivares. Novos isolados poderão ser identificados no futuro, já que o fungo possuí variabilidade.wpe4.jpg (10746 bytes)

Para evitar o problema de vulnerabilidade genética, diversos porta-enxertos de mangueira resistentes aos dois isolados de Ceratocystis fimbriata estão sendo identificados, como as variedades Pico, Carabao e Manga D'água. Outros porta-enxertos resistentes aos dois isolados estão sendo obtidos por melhoramento e colocados à disposição dos mangicultores, como 'IAC 101 Coquínho', 'IAC 102 Touro' e 'IAC 104 Dura'.

Até o momento, não existem informações sobre o comportamento de campo desses porta-enxertos resistentes. Para tanto, experimentos vêm sendo desenvolvidos no Estado de São Paulo.

SECA-DA-MANGUEIRA
Infecção de Ceratocystis fímbriata
nas raízes,  provoca a morte da árvore